biologia

Quarta-feira, Agosto 30, 2006


DESCOBERTOS FÓSSEIS IMPORTANTES NA AMAZÔNIA

Um grupo internacional de pesquisadores anunciou a primeira descoberta de insetos e aracnídeos fossilizados na Floresta Amazônica, encontrados em uma jazida próxima à cidade peruana de Iquitos.

Trata-se da primeira descoberta deste tipo na região oeste da Amazônia, que demonstra "a existência precoce de uma grande biodiversidade na região", afirmou o Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS), responsável pela descoberta.

Entre as espécies descobertas, fossilizadas em pedaços de âmbar, estão alguns aracnídeos, os artrópodes terrestres mais antigos descobertos nesta parte do planeta.

As descobertas datam do período Mioceno médio, entre quinze e vinte milhões de anos atrás.

Para ler o artigo completo do Estadão, clique aqui!



Segunda-feira, Agosto 28, 2006



INAUGURADA A PRIMEIRA FÁBRICA DE MOSCAS DO BRASIL

Os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e da Agricultura e Pecuária, Luis Carlos Guedes, inauguraram nesta sexta-feira (25) a primeira fábrica de moscas do País. A Biofábrica Moscamed Brasil, instalada em Juazeiro (BA), no Vale do Rio São Francisco, vai produzir 200 milhões de insetos machos estéreis por semana.

A espécie, Ceratitis capitata - conhecida como Mosca-do-Mediterrâneo -, é uma das principais pragas da fruticultura, e pretende-se com essas moscas estéreis que, ao cruzarem com as fêmeas em ambientes naturais, acabem por gerar ovos não fecundados, resultando no maior controle da população da praga e reduzindo as barreiras fitossanitárias das frutas brasileiras no mercado internacional.

Este é o terceiro repasse de recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia para o projeto, totalizando R$ 5,2 milhões provenientes do Fundo Setorial Verde Amarelo, administrado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O ministro da Agricultura assinou um decreto criando o conceito de área de proteção fitossanitária do País. A primeira área compreenderá toda a região do Vale do Rio São Francisco.



Quinta-feira, Agosto 24, 2006


CRÍTICA CONTRA OS PRIVILÉGIOS DE MÉDICOS

A presidente do Conselho Federal de Biologia, Noemy Yamaguishi Tomita, disse que não se deve adotar uma legislação que mantenha privilégios a determinadas categorias. A afirmação foi feita durante a audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para debater o projeto de lei que regula o ato médico (PLS 25/02).

O projeto original, se adotado, observou a participante, iria levar a retrocessos na área da saúde. Citou, como exemplo, a proposta incluída no projeto de colocar o aconselhamento genético a cargo somente dos médicos e deixar o biólogo em segundo plano.

Ela ressalvou, contudo, que a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), presidente da CAS, tem se esforçado em busca do diálogo para melhorar a proposição e fazer com que o assunto seja mais bem discutido entre as várias categorias envolvidas no assunto.
Fonte:Agência Senado



Quarta-feira, Agosto 23, 2006


ESQUELETO DE 60 MILHÕES DE ANOS, NO RIO DE JANEIRO

O esqueleto de uma das muitas espécies pré-históricas de mamíferos, descobertas na Bacia de São José de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, o Carodnia Vieirai, está sendo apresentado na manhã desta terça-feira, no anfiteatro do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Fósseis do Carodnia só foram encontrados até hoje em Itaboraí e na Patagônia, na Argentina, sendo que neste país é conhecido apenas por alguns dentes, enquanto em Itaboraí foi recuperado um esqueleto quase completo.

O esqueleto ficará em exibição das 14h às 18h, e de quarta a sexta-feira, das 10h às 18h, juntamente com uma pequena exposição sobre o processo de montagem ("making of") e sobre a bacia de Itaboraí, no Salão Nobre da Decania do CCMN na UFRJ, que fica na Ilha do Fundão, em frente ao prédio do Centro de Tecnologia.

A exposição do mamífero visa chamar a atenção da sociedade para um tesouro que a maioria da população desconhece e, desta forma, revitalizar o Parque Paleontológico de Itaboraí, localizado em São José de Itaboraí, a cerca de 45 quilômetros do Rio. O parque é considerado um dos mais importantes sítios geo-paleontológicos e arqueológicos da América do Sul, por registrar fósseis com 70 milhões de anos.



Domingo, Agosto 20, 2006



INTELIGÊNCIA DOS GOLFINHOS É CONTESTADA

Um recente artigo publicado na Biological Reviews of the Cambridge Philosophical Society contesta a imagem de animal inteligente dos golfinhos.

Paul Manger, neurologista Sul-africano diz que o cerébro destes animais apesar de grande não é feito para processar informações mas para resistir as fortes variações de temperatura dos mares.

O polêmico autor do artigo ainda faz desdém do fato de os golfinhos de cativeiro não pularem dos tanques na tentativa de expandir o ambiente em que vivem. Manger sugere que diferente de alguns peixes de aquário, a idéia do pulo para a liberdade nem sequer passa pela mente do golfinho.

Para nós aqui do Jornal da Biologia parece difícil que os golfinhos sejam tão idiotas quanto este estudo diz. Afinal, peixes de aquário diferentemente dos golfinhos não são capazes de interagir com os homens com tanta sofisticação quanto os golfinhos.

Além de tudo os golfinhos são extremamente brincalhões e, segundo a Wikipédia, nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução.



Quarta-feira, Agosto 16, 2006



QUEBRA-PEDRA AJUDA NA DEFESA DO ORGANISMO

Um composto extraído da planta Phyllanthus niruri, popularmente conhecida como quebra-pedra, é capaz de estimular o sistema imunológico, como mostrou um estudo feito na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Outras pesquisas já haviam comprovado a eficácia da quebra-pedra na inibição de cálculos renais e no combate à hepatite B, entre outros males. Mas esta é a primeira vez que se tem notícia da ação imunoestimulante de algum componente da erva, largamente consumida por meio de chás.

O trabalho foi realizado pela farmacêutica Caroline Mellinger durante a elaboração de sua tese. Os experimentos tiveram início com a extração e a purificação da molécula de arabinogalactana, a partir da infusão de folhas de quebra-pedra, visando identificar a estrutura do carboidrato.

Após a caracterização formal da substância, os pesquisadores avaliaram, em células de camundongos, seu efeito sobre o sistema imunológico e constataram um aumento significativo na produção de macrófagos (células de defesa). Os resultados da primeira etapa da pesquisa foram publicados no Journal of Natural Products, da Sociedade Norte-americana de Química.

Estudos da equipe da UFPR mostraram que a molécula de arabinogalactana, em contato com o suco gástrico, sofre alterações e se fragmenta, sem, no entanto, perder sua capacidade de ação sobre as células do sistema imunológico.

Os resultados alcançados a partir da realização desses estudos são bastante promissores e ampliam ainda mais o já conhecido poder fitoterápico da popular quebra-pedra.



Terça-feira, Agosto 15, 2006


PROGRAMA SEMANA ACADÊMICA DE BIOLOGIA

O Conselho Regional de Biologia da 3ª Região - RS/SC e a UNIVATES promovem, de 28 de agosto a 1º de setembro, o "Ciclo de Atualização e Valorização do Biólogo" e a Semana Acadêmica da Biologia. O evento, dirigido a alunos de graduação, biólogos, profissionais da área ambiental, secretários municipais de agricultura e produtores rurais, ocorrerá no auditório do Prédio 7 da UNIVATES, em Lajeado.

A programação inclui palestras e oficinas e finaliza com uma confraternização em homenagem ao Dia do Biólogo. Também integra a semana a Aula Inaugural do "Curso de Sistema de Informação Cartográfica (SIG): ênfase em mapeamento temático e análise ambiental municipal", que ocorre no dia 1º de setembro, das 13h30min às 17h30min, na sala 403 do Prédio 11.

O programa completo do evento pode ser conferido no site www.univates.br . Informações e inscrições no Setor de Atendimento ao Aluno, localizado no Prédio 9 da UNIVATES, ou pelos telefones (51) 3714-7010 e 3714-7000, ramal 221.



Domingo, Agosto 13, 2006



ANIMAIS ORFÃOS DO TSUNAMI

Um bebê-hipopótamo com cerca de um ano de idade sobrevivente do tsunami na costa do Kenya formou um forte elo com uma tartaruga de um século de vida. O hipopótamo foi levado pelo Sabaki até o Oceano Índico, foi forçado de volta à costa, quando o tsunami atingiu a costa do Kenya. Agentes ambientais resgataram o bebê indefeso.

Os animais comem, nadam e dormem juntos. Por natureza, os jovens hipopótamos não "desgrudam" da mãe até os quatro anos.




Sexta-feira, Agosto 11, 2006



GOOGLE DISPONIBILIZARÁ BIBLIOTECA GIGANTESCA NA WEB

O Google anunciou um projeto para que os livros da Universidade da Califórnia possam ser acessados pela internet. O acordo, fechado na quarta-feira, reforçou o projeto Google Book Search, uma polêmica campanha do site de buscas para digitalizar todos os trabalhos escritos do mundo e disponibilizá-los na rede.

O sistema estatal universitário tem mais de 100 livrarias em seus 10 campi e qualifica sua coleção de biblioteca acadêmica e de pesquisa como a maior do mundo.

A informação sobre livros com direitos registrados estará limitada a título, autor, algumas poucas linhas de texto vinculado à busca e onde pode ser comprado ou alugado, explicou o Google.

Outras instituições que assinaram o projeto do Google incluem as universidades de Harvard e Stanford e a biblioteca do Congresso americano.



Quarta-feira, Agosto 09, 2006


ELEFANTES: COMPAIXÃO NA DOENÇA E NA MORTE

Elefantes mostram um comportamento que lembra a compaixão ao lidar com mortos e doentes da própria espécie, diz estudo publicado na revista Applied Animal Behaviour Science.


Um grupo de cientistas de Oxford, chegou a essa conclusão depois de analisar vários exemplares da população de 900 elefantes da reserva nacional de Samburu, no norte do Quênia.

Os especialistas, que puderam acompanhar a movimentação dos animais graças a sensores rastreados via satélite, comprovaram que os animais se ajudam quando doentes, e parecem prestar uma espécie de homenagem aos mortos. O processo foi acompanhado quando uma elefanta, batizada Eleonor pelos pesquisadores, adoeceu e, depois, morreu.

Durante o período da doença, Eleonor recebeu apoio de uma elefanta de outra família, chamada de Grace, que tentava ajudá-la a acompanhar a manada, no final já sem êxito. Eleonor morreu no lugar onde havia parado para descansar pela última vez, e seu corpo foi visitado por elefantes de sua família e de outras quatro.

Os animais mostraram um intenso interesse pelo cadáver, tocando-o com as patas e as presas.



Segunda-feira, Agosto 07, 2006



A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS

Acidificação dos oceanos ligada ao aumento de CO2 pode comprometer ecossistemas marinhos


Cerca de um terço do gás carbônico liberado na atmosfera é absorvido pela água do mar. Como as emissões de CO2 não param de aumentar, especialistas alertam que isso deve tornar o oceano mais ácido: o pH dos oceanos já diminuiu 0,1 unidade desde o início da Revolução Industrial, e essa taxa pode quadruplicar até 2100. O fenômeno ameaça os organismos marinhos, principalmente os recifes de corais, cuja sobrevivência depende do equilíbrio químico da água.

O alerta foi dado em um relatório recém-publicado pelo Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos (NCAR na sigla em inglês). O relatório está disponível on-line, em formato PDF. "Se a concentração de CO2 na atmosfera continuar a aumentar, o pH dos oceanos diminuirá proporcionalmente", prevê Joanie Kleypas, ecóloga marinha do NCAR e co-autora do relatório, em entrevista à CH On-line.

Os recifes de corais constroem seus esqueletos a partir dos íons carbonato presentes na água do mar. A concentração desses íons, no entanto, está relacionada ao pH da água: se o processo de acidificação dos oceanos continuar, essa concentração pode se reduzir à metade até 2100, o que comprometerá a sobrevivência dos corais. Isso acontece porque o gás carbônico absorvido pela água se transforma em ácido carbônico, tornando a água menos alcalina (o oceano é naturalmente básico, com pH entre 7,5 e 8,5).

Atualmente, o branqueamento e a mortalidade dos corais são causados por fatores como o aquecimento global, porém, a acidificação será um problema sério no futuro. Por isso é preciso pesquisar para saber até que ponto ela pode prejudicar os corais e como isso pode alterar o ecossistema marinho.



Sexta-feira, Agosto 04, 2006



NOVO SITE AJUDA A ENTENDER A BIOLOGIA CELULAR

O site Animações foi criado pelo biólogo John Kyrk, mestre em ciências biológicas pela Universidade de Harvard. Ele existe na versão em inglês desde 1995 e já teve quase um milhão e meio de acessos


Entrou no ar a tradução para o português de um site com animações em Flash que ilustram diversas reações que ocorrem no interior da célula. É possível ver, por exemplo, a dupla-hélice da molécula de DNA se abrindo para a replicação ou o pareamento dos cromossomos durante a divisão celular. As animações permitem visualizar conceitos complexos e podem ajudar estudantes a fixar parte do conteúdo ensinado nas aulas de biologia do ensino médio.

Com a ajuda da estudante de medicina Larissa Cunha Rodrigues, Marques-Santos traduziu o site e ainda atualizou alguns conceitos - como, por exemplo, a denominação de algumas proteínas. Após três meses de trabalho, a versão em português estava pronta e estreou como uma nova seção do site de Kyrk.

Marques-Santos explica que certos conteúdos do site, como a parte sobre mitose e meiose das células, podem ajudar alunos do ensino médio, embora outros, um tanto mais complexos, se destinem principalmente a alunos universitários (como o ciclo de Krebs e reações químicas).

As animações de Kyrk estão disponíveis ainda em um CD-ROM com conteúdo em inglês, francês e português, que pode ser usado por professores em sala de aula. O produto pode ser encomendado no próprio site, por salgados 129 dólares (é preciso pagar mais 5 dólares pela remessa para o Brasil).

Para conhecer o site, visite www.johnkyrk.com/index.port.html



Terça-feira, Agosto 01, 2006


DESCOBERTA RARA BIOSFERA NO FUNDO DO MAR
Até agora, estimava-se a existência de cerca de 500 mil microorganismos no fundo do mar. O estudo eleva as cifras para 5 a 10 milhões de organismos

A quantidade e a variedade de micro organismos que vivem nos oceanos pode ser até 100 vezes maior do que se acreditava até agora, sugere um estudo publicado na edição desta segunda-feira da revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

As amostras do estudo foram recolhidas a profundidades de 550 a 4.100 metros em oito pontos do Atlântico e Pacífico.

Segundo Mitchell Sogin, diretor do Centro Josephine Bay Paul de Biologia Molecular Comparativa e Evolução e um dos 1.700 pesquisadores envolvidos no projeto batizado Censo da Vida Marinha, a imensa maioria destes organismos era desconhecida da comunidade científica até hoje. Para ele, a descoberta de tamanha riqueza biológica constitui uma "rara biosfera" no fundo do mar e simplesmente refuta as previsões anteriores sobre a diversidade de bactérias nos oceanos.

Entre 90% e 98% da biomassa é formada por microorganismos.Os outros 2% a 10% da massa marinha seriam formados por peixes, mamíferos e outras espécies animais e vegetais.

Sogin salientou:"Os micróbios podem viver sem nós, mas nós não podemos viver sem eles".



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